O MovArte realizou com sucesso a sua primeira reunião plenária apenas dois dias depois da esperada publicação do Estudo de Avaliação do Ensino Artístico. Este relatório foi por isso o centro das atenções neste plenário, e embora merecendo uma análise mais aprofundada importa desde já destacar alguns pontos preocupantes:
- O MovArte denuncia a circularidade da investigação subjacente a este relatório, mediante a qual a articulação entre “descrição”, “análise” e “interpretação” parece reiterar a priori as necessidades do “Ministério da Educação”;
- A ausência de uma base factual e científica que contribuiu para um declarado desconhecimento da realidade em estudo;
- Denunciamos a perigosa associação do ensino supletivo a uma “espécie de instituições de ocupação dos tempos livres”, subvalorizando o seu aspecto altamente profissionalizante de onde provém a maioria dos músicos profissionais portugueses;
- Consideramos este estudo um gigantesco artigo de opinião com uma expressa finalidade dirigista, o que é assumido pela própria comissão redactora na introdução do documento.
O Movimento de Defesa do Ensino Artístico junta-se ao período de discussão pública sobre o relatório até dia 30 de Abril. Neste sentido estamos a criar um grupo análise e resolução de uma alternativa sólida a apresentar ao Ministério da Educação no referido período.
Apelamos a todos os interessados a uma colaboração activa com o trabalho do MovArte.

1 Comentário
31 Março 2007 ás 3:14
Para quem ainda tem dúvidas sobre a finalidade do Estudo de Avaliação do Ensino Artístico, subscrevo o primeiro parágrafo da página seis do relatório:
“A concepção e desenvolvimento deste estudo de avaliação teve naturalmente em conta as finalidades que se definiram a partir da interpretação do que parecerm ser as necessidades do Ministério da Educação (ME). Basicamente, e em termos muito gerais, estava em causa produzir um trabalho que pudesse retratar a organização e funcionamento do ensino artístico especializado de forma a contribuir para a tomada de decisões de política educativa nesta área.”
Ou seja, o ministério tem um objectivo e precisa de “legitimação”, paguem que nós escrevemos um relatório com tudo o que quiserem!
Escândalo!!